Separação ou divórcio! Como proteger seu filho?

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A separação dos pais não precisa afetar os filhos

O divórcio tem se tornado algo recorrente na vida de casais brasileiros. Poucos casais cumprem os votos promovidos no altar e, para retomar a felicidade, optam pela separação e por buscar novos rumos na vida.

Uma nova casa, um novo relacionamento… Enfim, uma nova vida. Porém, muitas vezes, o casamento atrela a nós uma criança fruto do antigo amor. O maior bem do casal, sem dúvidas.

 

Saber da separação dos pais é um grande abalo na vida da criança. Por isso é importante estar por dentro da reação deles de acordo com a faixa etária da criança, até mesmo para q os pais também saibam lidar com a situação da melhor maneira possível.

De 0 a 2 anos ainda bebês, são muito apegados À mãe. Se houver brigas e discussões, a criança vai captar o estado emocional da mãe e sofrer, “garantem os especialistas”. Por isso é fundamental, que a presença da pessoa que sair da casa, seja frequente na rotina do bebê, para que ele não sinta uma quebra brusca no dia a dia.

De 3 a 6 anos, segundos pesquisas, as crianças já conseguem entender, com limitações, o que está acontecendo. Para diminuir o impacto do divórcio nos filhos, os pais podem usar livros educativos e até mesmo fantoches para facilitar a comunicação. Estas ferramentas vão explicar com uma linguagem lúdica e acessível, que papai e mamãe continuam sendo os pais daquela criança e que em momento algum ela é responsável por aquela decisão.

Conviver com discussões é comum para uma criança de pais divorciados e isso pode influenciar em demasia cada atitude que essa criança tomará na vida adulta e até mesmo interferir na sua qualidade de vida.

Quando se é privado do amor da mãe pelo pai ou do pai pela mãe, a criança começa a desconfiar do amor de seus pais pelo filho. Se o culpado da separação foi ele, se o culpado pelas brigas era ele, se o culpado do fim do amor entre duas pessoas foi responsabilidade de uma criança. Parece besteira pensarmos que isso passa pela cabeça de alguém tão jovem, mas acreditem, passa. Por isso todo cuidado é pouco para com os pequenos.

De 7 a 12 anos, de acordo com a psicóloga e terapeuta cognitiva comportamental Lívia Marques, o diálogo é o melhor remédio para tratar a separação com crianças nesta faixa etária. “Não avise sobre o divórcio de um dia para o outro. Comunicar o divórcio aos filhos exige um trabalho que explique como vai ser a rotina após a separação e tranquilize-os, dizendo que quem sair de casa – mãe ou pai – vai continuar participando da vida deles.”

Os pais devem demonstrar muito respeito um pelo outro, mesmo que haja chateações. A criança não pode ser expostas a um ambiente de guerra entre o ex-casal. Não exponha os filhos as coisas erradas que o outro fez, mas converse. A conversa é sempre essencial para que ele se sinta acolhido pelos dois.

Quando a decisão do divórcio é tomada, a principal função dos pais não é se preocupar em construir um novo relacionamento, um novo lar ou um novo emprego. O principal é fazer com que seu(s) filho(s) não se sinta como o culpado da história, como os carrascos pelo corte da vida dos pais. É de suma importância para o crescimento psicológico da criança que os pais façam com que essa transição da vida seja confortável para seus filhos.

 

Na faixa etária dos 13 aos 16 anos, já é natural um afastamento por parte dos filhos, que começam a se tornar mais independentes,o que os levam a  lidar com as frustrações de uma maneira mais compreensiva. No entanto a separação não pode estimular o distanciamento. Os pais devem se preocupar em fazer atividades periodicamente, destinando um tempo a eles.

Quando o filho chegar à casa da pessoa com quem ele não vive, mostre interesse, pergunte como foi a semana, quais as novidades, pergunte sobre alegrias e tristezas, ajude-o a resolver possíveis problemas e deixe claro que a separação em nada vai impedir que a convivência e confiança continuará a mesma de antes.

Criança ou adolescente, eles querem saber os motivos da separação, até mesmo para não se sentirem culpados, como já foi citado anteriormente, por isso, explicar a razão real da separação, deixar a criança responder sentimentalmente a isso, não mentir ou omitir informações e permitir que a criança tenha seu tempo para lidar com a situação vivida no momento de transição familiar é tão importante.

Quando os filhos já tem 16 anos ou mais, os pais devem ser o mais claro possível. Dependendo da relação de amizade com o jovem, podem contar detalhes do que aconteceu e como chegaram a essa decisão, “caso ele queira saber”. Mas explique sem colocar alguém como vilão ou mocinho. Afinal independente de com quem ficou a guarda dos filhos, o respeito entre o casal deve permanecer sempre!

Essas são apenas algumas de diversas dicas de como os pais devem se portar mediante uma situação de divórcio. Mas o mais importante entre todas as dicas é: não deixe, um dia sequer, por pior que seja, de demonstrar que ama seu filho e que ele é o culpado, unicamente, por sua felicidade diária.

 

 

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