Registrando milagres: Fotografia de parto

Tempo de leitura: 3 minutos

linkedSempre gostei de contar histórias. Desde muito cedo me apaixonei pela língua portuguesa, pela poesia e pelo jornalismo (mesmo que algumas frustrações tenham me afastado tempos depois).

Mas descobri que não só de letras se faz uma boa história, afinal, para algumas não há palavras.

Não há palavras que traduzam dar à luz um filho. Para essas histórias, uma imagem pode ser o melhor registro. Quando descobri isso eu me apaixonei pela Fotografia de Parto.

Tudo ainda é muito recente para mim. Peço licença aos fotógrafos com muitos anos de estrada para apresentar o começo dessa minha jornada.

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Estudei Fotojornalismo durante a faculdade de Jornalismo, há mais de 10 anos. Todo o universo da fotografia, as câmeras manuais e suas lentes, o processo de revelação naquela sala escura, tudo isso já me atraia. Mas faltava alguma coisa.

Faltavam as histórias certas para contar.

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Até que fui convocada pela minha irmã a fotografar o nascimento do meu sobrinho. Um parto natural, humanizado e em casa. Com tantos fotógrafos incríveis por aí, não me parecia uma boa ideia colocar uma amadora num momento tão importante. Imagina quanta possibilidade de isso dar errado! Mas não teve muita negociação e eu aceitei encarar o desafio.




Em tempos de smartphone, eu já estava enferrujada há mais de uma década. O anjo que não deixou que isso virasse uma tragédia se chama Carla Raiter. Ela, então fotógrafa de parto, super experiente e já reconhecida no mercado (procurem o trabalho dela sobre Violência Obstétrica), foi quem aceitou ser minha mentora nesse processo. Generosamente me lembrou toda a parte técnica, me ensinou o que as mulheres costumam sentir em cada fase de um trabalho de parto e, principalmente, como registra esse momento da maneira mais invisível possível. Mas fez um alerta: “Você não vai conseguir parar por aí”. E ela estava certa.

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O mais interessante é que a gente só precisa de um pouco de sensibilidade (e técnica, claro) porque o evento acontece sozinho, não há produção, é fotojornalismo puro. É emocionante!

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A magia de acompanhar um parto é tão incrível que eu engravidei 15 dias depois de registrar o parto da minha irmã. Oxitocina no ar. Realmente viciante!

No final tudo deu certo. As fotos foram salvas, os papais amaram o resultado, a mãe não lembra da minha presença na casa (Ufa! Desafio de ficar invisível concluído com sucesso) e quem viu o trabalho, curtiu.

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Em poucos dias recebi uma mensagem perguntando se eu era “Fotógrafa de Parto”. Então eu decidi vestir a camisa e seguir em frente.

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O que posso dizer desse trabalho é que há muito amor envolvido. Estar presente no momento mais importante da vida de uma mulher, poder testemunhar e registrar isso, é incrível! Mas, depois de 15 anos no mercado de trabalho, encarando produção de TV, redação de jornal e agências de marketing, posso dizer que o mais gratificante é o retorno emocional que esse trabalho traz.

 

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Perceber a importância do seu trabalho na vida do seu cliente, sentir o significado desse registro, com certeza traz mais significado a minha vida também.

 

Confesso, mil dúvidas surgiram sobre encarar a Fotografia de Parto como um trabalho, uma carreira, uma profissão. Ultimamente tenho pensado assim: se me faz feliz, estou no caminho certo!

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VÍDEOS

Confira nos vídeos abaixo o que venho fazendo até aqui:

O Nascimento do Benício – Parto Humanizado


Nascimento de Rafael – Parto Domiciliar

Karol Felicio

E-mail: karol@guardanapodigital.com.br

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